quarta-feira, 29 de maio de 2013

Erro ao criar um Bookmark no QGIS

Antigamente o percurso profissional de uma pessoa passava por uma ou duas instituições e tipos de trabalho, actualmente as coisas são bem diferentes, as pessoas mudam frequentemente de local e tipo de trabalho.
Eu sou um bom exemplo disso após o fim do meu curso, já lá vão 10 anos, já passei por variadas instituições e já fiz trabalhos muito variados, felizmente quase todos ligados aos Sistemas de Informação Geográfica, a minha área de eleição.
Um dos trabalhos que faço ocasionalmente é ser formadora, na área SIG claro! É algo que gosto de fazer, não só porque me permite transmitir os meus conhecimentos a outros, mas também porque aprendo sempre alguma coisa com os formandos.

Quando se utiliza software SIG open source por vezes surgem alguns problemas e erros e nem sempre é fácil chegar à solução dos mesmos. Assim, sempre que me deparar com um caso desses vou partilhar aqui de modo a que mais facilmente as soluções sejam mais rápidas e eficazes.

Numa das últimas acções de formação em QGIS umas das formandas deparou-se com o problema de não conseguir criar Bookmarks, aparecia o seguinte erro:

O mais habitual é que o erro seja algo deste género:

Unable to open bookmarks database.
Database:/home/miguel/.qgis//qgis.db
Driver: Driver not loaded
Database: driver not loaded.
Aparentemente pela mensagem parece ser um problema de drivers, mas na realidade é um problema com a pasta .qgis. Nesta pasta C:\Users\miguel\.qgis são guardadas as configurações (bookmarks, CRS personalizados, barras de ferramentas, simbologia, etc.) e plugins do utilizador.
Ou seja a informação sobre a Bookmark que o utilizador pretende criar fica aqui guardada e por alguma razão essa pasta está bloqueada, muitas vezes o utilizador não tem permissões de escrita sobre a pasta. Isto pode acontecer por variadas razões: a instalação não foi bem executada, existia uma instalação anterior que por alguma razão está a criar uma compatibilidade, etc. Se for este o caso o utilizador não só não consegue criar Bookmarks, como também não consegue fazer outras coisas como instalar Plugins.

Agora o importante a solução para este problema.
Em primeiro lugar verificar as permissões do utilizador e caso seja necessário fornecer opções de escrita ao utilizador.
Caso não funcione, vamos a uma abordagem mais radical, renomear a pasta caso esta tenha já algum conteúdo, caso o utilizador ainda não tenha configurações e plugins instalados apagá-la. Assim ao utilizar novamente o QGIS a pasta vai ser novamente criada e desta vez sem problemas de permissões.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Estágios INOV Contacto

Abriram as candidaturas para os estágios INOV Contacto

Jovens até aos 30 anos e com licenciatura podem candidatar-se aos estágios INOV Contacto até ao dia 30 de Junho.
http://p3.publico.pt/actualidade/educacao/8009/abriram-candidaturas-para-os-estagios-inov-contacto


Converter o CAP de Formador para CCP ?!


Hoje li esta noticia:
A Portaria n.º 214/2011 de 30 de Maio estabelece o regime da formação e certificação de competências pedagógicas dos formadores. Uma das alterações produzidas é a transição do CAP - Certificado de Aptidão Profissional para o CCP - Certificado de Competências Pedagógicas (nº 1 do artigo 3º). A partir de Fevereiro de 2012, o IEFP - Instituto de Emprego e Formação Profissional passou a disponibilizar um Sistema de Informação da Formação e Certificação de Formadores (previsto no artigo 9º do referido diploma), criando assim o portal NetForce (http://netforce.iefp.pt/) com inúmeras funcionalidades, nomeadamente a de emissão dos respectivos certificados.
De acordo informação agora veiculada pelo IEFP, em Junho de 2013 todos os CAP com validade serão considerados anulados, ou seja, a partir dessa data os formadores deverão ter o CCP - Certificado de Competências Pedagógicas e não o CAP - Certificado de Aptidão Profissional.

Desta forma, é necessário converter o CAP em CCP. Para isso, basta o Formador registar-se no portal http://netforce.iefp.pt e aceder a Perfil - Candidaturas à certificação - Histórico - Formação Pedagógica Deferida - Abrir documento – Guardar. É este o documento a utilizar a partir de 31 de Março.

Como o CAP deixará de ser utilizado, quem não o converter será obrigado a fazer nova formação.
Foi ao portal NetForce e realmente através do meu registo foram buscar os meus dados (penso que através do n.º do Cartão do Cidadão) e lá estava o meu CAP no Histórico e ao abrir o documento foi gerado o CCP que guardei como pdf.

Como mesmo assim ainda tinha algumas dúvidas fui averiguar melhor e eis que encontrei este esclarecimento do IEFP:
Exmos. Srs.,
Na sequência de informações, que têm vindo a ser veiculadas nas redes sociais e através de correio electrónico, relativamente à obrigatoriedade de converter o Certificado de Aptidão Pedagógica de formador (CAP) em Certificado de Competências Pedagógicas (CCP), vem o IEFP, I.P. informar que as mesmas não têm qualquer fundamento.
Neste sentido esclarece-se o seguinte:
1. Todos os CAP de formador emitidos ao abrigo do anterior regime de certificação, mantêm-se válidos, produzindo os mesmos efeitos que o CCP, de acordo com o número 2 do artigo 13.º da Portaria nº 214/2011, de 30 de maio (que estabelece o regime de formação e certificação de competências pedagógicas dos formadores);
2. Todos os CAP foram automaticamente convertidos em CCP e encontram-se disponíveis no portal NetForce, bastando apenas a inscrição neste portal por parte do respectivo titular para aceder ao seu CCP, sem qualquer tipo de custos associados;
3. Não foi definido qualquer prazo ou obrigatoriedade para o acesso ao CCP por parte do titular de um CAP, considerando o referido no ponto 1.
Aproveitamos para reforçar a importância do registo no portal Netforce, que se assume como um instrumento importante para manter os formadores actualizados em matéria de informação relevante para o desempenho das suas actividades.
Deste modo, não há qualquer obrigatoriedade de aceder ao CCP, podemos utilizar o CAP.
De qualquer modo, também me parece que não perdemos nada (excepto tempo) em aceder ao portal NetForce, actualizarmos os nossos dados, e descarregarmos o nosso CCP. Não há é necessidade de alarmismo ou grande pressa.

Para quem interessar aqui fica esta informação.

De volta!!

A vida nem sempre é como queremos e devido a várias razões deixei este blogue ao abandono... Mas um dia as coisas mudam e hoje é o dia, hoje tomei a decisão de voltar a mexer neste blogue e assim dar continuidade a este projecto.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Universidade de Coimbra começa migração para gvSIG

Noticia divulgada pelo gvSIG News Office
Os tempos, como os ventos, são de mudança. Na sequência dos constrangimentos orçamentais que nos últimos anos têm vindo a ser impostos às universidades portuguesas, chegando mesmo a por em causa a garantia de condições mínimas para um funcionamento digno, a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra iniciou, no presente ano letivo, um processo de migração lúcida e consistente para software SIG de código aberto.

Numa conduta pioneira e, por isso arrojada, no ensino oficial de SIG a nível superior, este pequeno (grande) passo permitirá abrir novos horizontes no sentido da verdadeira democratização do ensino, sem amarras contratuais a licenças (aditivas) que perdem validade ao fim de um ano e convidam a renovações onerosas, e incontornáveis.

Um "Ensino Livre" não faz sentido se não fizer apelo a Software Livre. E se existe, deveria ter força de Lei. Veja-se o exemplo vindo do Brasil ao nível do ensino superior e da administração territorial. Não é coincidência! Estamos perante um país que revela uma pujança económica assinalável que tem vindo a espantar o mundo, onde se impôs de modo regulamentado a utilização de software livre nas várias instâncias de ensino e utilização, das universidades às instituições que, direta ou indiretamente, intervêm na gestão e administração territorial.


Se, nas primeiras, se formam os profissionais/técnicos, nas referidas instituições impôs-se o uso de software de código aberto, ou seja, um convite às próprias universidades para assim direcionarem e incentivarem a formação dos seus estudantes, com enormes vantagens para todos, inclusive ao nível da redução de custos de funcionamento das universidades.


Ao iniciar um processo de migração de software SIG proprietário para gvSIG (software de código aberto) na lecionação da cadeira de Sistemas de Informação Geográfica, o exemplo do Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra vem demonstrar que é possível "fazer igual, gastando muito menos". Ao mesmo tempo que se reduzem custos, ensinam-se a ética e deontologia de Bentham aos estudantes, ao desincentivar a instalação (ilícita) de software não genuíno, para além de ficar implícito o convite às instituições ligadas à administração territorial para acompanharem este processo, com vantagens evidentes. E se o exemplo, diz-se, vem de cima, pois que os futuros Professores e Técnicos de Geografia licenciados pela Universidade de Coimbra repliquem "n" vezes, estes valiosos ensinamentos nas instituições de ensino secundário portuguesas e outras instituições de potencial acolhimento dos referidos técnicos. Por um Ensino livre, de verdade!

E assim comprova-se que a crise também faz acontecer coisas boas!!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

QGIS Plugins




O QGIS é uma aplicação SIG Open Source orientada para a modularidade, logo esta permite incorporar várias extensões (plugins ou complementos), que aumentam e estendem a aplicação com serviços e funções específicas.

Por vezes algumas destas extensões são de tal forma importantes que acabam por ser incorporadas por defeito nas versões seguintes do programa.
Um exemplo é o conjunto de ferramentas de análise e geoprocessamento chamada “FTOOLS” que a partir da versão 1.1 de QGIS passou de plugin desenvolvido por terceiros para plugin “core”, sendo agora o menu “Vector”.

Existem dois tipos de plugins diferenciados pelo tipo de linguagem usada para os programar: plugins em pyhton e plugins em C++. Os primeiros podem ser instalados muito comodamente através do “plugin installer”, enquanto que os segundos precisam sempre de ser instalados manualmente ou através de um installer/processo próprio.

A grande maioria dos plugins para QGIS são em Python, uma vez que se trata de uma linguagem de programação que permite um desenvolvimento simples e rápido.  Assim vamos falar em como "usar" e instalar este tipo de plugins.


A primeira operação a fazer é entrar no menu “plugins → manage plugins”. Aqui é possível ativar ou desativar os plugins que se encontram instalados. Se é a primeira vez que tem contacto com os plugins, neste momento apenas tem disponíveis os plugins nativos do QGIS, isto é aqueles que são instalados por defeito, aconselho a ativá-los a todos. Para utilizar as extensões do QGIS deverá ativar o Plugin Installer.

Ao activar o Plugin Installer, no menu “plugins” irá aparecer a opção “Fetch python plugins”.

Abrimos o ”Fetch python plugins” (ou Plugin Installer):
 
◦ o plugin installer irá ligar-se a um (ou mais, dependendo das configurações utilizadas) servidores para verificar a disponibilidade de plugins novos e de atualizações daqueles que já estão instalados;

◦ no separador “repositories” podem ser verificadas as conexões aos servidores. Por defeito apenas existem as ligações oficiais, por isso aconselho a carregar no botão “add 3rd party repositories”, que irá acrescentar ao plugin installer uma longa lista de servidores de onde é possível descarregar plugins;

◦ no separador “plugins” verificamos se existem actualizações para os plugins e/ou plugins novos, que eventualmente iremos instalar, carregando no botão “Install/Upgrade Plugin”;
 
◦ se tiver efectuado alguma actualização de Plugin deverá reiniciar o programa para ver o efeito dessa operação;
 
◦ no separador “options” aconselho seleccionar “show all plugins, even those marked as experimetal” e definir a frequência com a qual será verificada a presença de novos plugins ou de actualizações. Dependendo da frequência de utilização do QGIS seleccionar uma vez por semana ou uma vez por dia.

◦ Com as configurações aconselhadas verifica-se como de facto, no separador “plugins”, a lista de extensões disponíveis se alargou consideravelmente.
 
◦ Pode então experimentar instalar alguns plugins: por exemplo OpenLayers Plugin, PostGIS Manager, autosave, MMQGIS, CadTools, Table Manager. Na instalação de plugins devemos ter o cuidado de verificar na sua descrição se há a necessidade de alguma biblioteca software adicional. Nestes casos a instalação do plugin irá falhar caso essa biblioteca não esteja instalada. (Nota: Se instalou o QGIS através do installer OSGEO4W deverá procurar a biblioteca/software em falta, através do mesmo installer, na secção “libs”. Sei que ainda não falei na instalação do QGIS, mas será um dos próximos temas a abordar).

 

As extensões tanto podem adicionar uma ferramenta na barra de ferramentas Plugins, como uma entrada no menu Plugins, ou até mesmo criar um novo menu.
Os itens do menu Plugins estão organizados por submenus, uma vez que algumas extensões ou categorias de extensões têm várias ferramentas.
Para usar uma extensão, pode clicar na ferramenta na barra de ferramentas ou usar o menu.