quarta-feira, 17 de outubro de 2012

QGIS Plugins




O QGIS é uma aplicação SIG Open Source orientada para a modularidade, logo esta permite incorporar várias extensões (plugins ou complementos), que aumentam e estendem a aplicação com serviços e funções específicas.

Por vezes algumas destas extensões são de tal forma importantes que acabam por ser incorporadas por defeito nas versões seguintes do programa.
Um exemplo é o conjunto de ferramentas de análise e geoprocessamento chamada “FTOOLS” que a partir da versão 1.1 de QGIS passou de plugin desenvolvido por terceiros para plugin “core”, sendo agora o menu “Vector”.

Existem dois tipos de plugins diferenciados pelo tipo de linguagem usada para os programar: plugins em pyhton e plugins em C++. Os primeiros podem ser instalados muito comodamente através do “plugin installer”, enquanto que os segundos precisam sempre de ser instalados manualmente ou através de um installer/processo próprio.

A grande maioria dos plugins para QGIS são em Python, uma vez que se trata de uma linguagem de programação que permite um desenvolvimento simples e rápido.  Assim vamos falar em como "usar" e instalar este tipo de plugins.


A primeira operação a fazer é entrar no menu “plugins → manage plugins”. Aqui é possível ativar ou desativar os plugins que se encontram instalados. Se é a primeira vez que tem contacto com os plugins, neste momento apenas tem disponíveis os plugins nativos do QGIS, isto é aqueles que são instalados por defeito, aconselho a ativá-los a todos. Para utilizar as extensões do QGIS deverá ativar o Plugin Installer.

Ao activar o Plugin Installer, no menu “plugins” irá aparecer a opção “Fetch python plugins”.

Abrimos o ”Fetch python plugins” (ou Plugin Installer):
 
◦ o plugin installer irá ligar-se a um (ou mais, dependendo das configurações utilizadas) servidores para verificar a disponibilidade de plugins novos e de atualizações daqueles que já estão instalados;

◦ no separador “repositories” podem ser verificadas as conexões aos servidores. Por defeito apenas existem as ligações oficiais, por isso aconselho a carregar no botão “add 3rd party repositories”, que irá acrescentar ao plugin installer uma longa lista de servidores de onde é possível descarregar plugins;

◦ no separador “plugins” verificamos se existem actualizações para os plugins e/ou plugins novos, que eventualmente iremos instalar, carregando no botão “Install/Upgrade Plugin”;
 
◦ se tiver efectuado alguma actualização de Plugin deverá reiniciar o programa para ver o efeito dessa operação;
 
◦ no separador “options” aconselho seleccionar “show all plugins, even those marked as experimetal” e definir a frequência com a qual será verificada a presença de novos plugins ou de actualizações. Dependendo da frequência de utilização do QGIS seleccionar uma vez por semana ou uma vez por dia.

◦ Com as configurações aconselhadas verifica-se como de facto, no separador “plugins”, a lista de extensões disponíveis se alargou consideravelmente.
 
◦ Pode então experimentar instalar alguns plugins: por exemplo OpenLayers Plugin, PostGIS Manager, autosave, MMQGIS, CadTools, Table Manager. Na instalação de plugins devemos ter o cuidado de verificar na sua descrição se há a necessidade de alguma biblioteca software adicional. Nestes casos a instalação do plugin irá falhar caso essa biblioteca não esteja instalada. (Nota: Se instalou o QGIS através do installer OSGEO4W deverá procurar a biblioteca/software em falta, através do mesmo installer, na secção “libs”. Sei que ainda não falei na instalação do QGIS, mas será um dos próximos temas a abordar).

 

As extensões tanto podem adicionar uma ferramenta na barra de ferramentas Plugins, como uma entrada no menu Plugins, ou até mesmo criar um novo menu.
Os itens do menu Plugins estão organizados por submenus, uma vez que algumas extensões ou categorias de extensões têm várias ferramentas.
Para usar uma extensão, pode clicar na ferramenta na barra de ferramentas ou usar o menu.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Encoding/Codificação de caracteres

O QGIS é muito bom para lidar com diversas codificações de caracteres (encoding) definidos (tais como multi-byte chinês e japonês, ou UTF-8)!

Basta quando se adiciona uma camada vector declarar a codificação de caracteres correta, e o QGIS irá lidar com o resto!

No entanto a maioria das vezes o problema é mesmo esse, saber a codificação de caracteres correta.

Em portugual os sistemas operativos podem utilizar diferentes codificações de caracteres, tais como:
  • UTF-8: No LINUX pode-se escolher a codificação desejada (na instalação ou posteriormente) mas em versões mais atuais geralmente utiliza-se esta como padrão na instalação.
  • ISO-8859-1: O WINDOWS usa um formato próprio WINDOWS-1252 mas que é quase igual ao ISO-8859-1 (também chamado de latin1).

A codificação usada em países de língua oficial portuguesa é a ISO-8859-1, também connhecida por ISO-Latin-1, e engloba as línguas europeias dos países ocidentais (Western Europe). Também é normal ser usado o ISO-8859-15 para textos em português, uma codificação melhorada do ISO-8859-1 que possui pequenas correcções para o francês, e que inclui o símbolo monetário do euro em detrimento de outros caracteres menos usados.

É importante saber qual a codificação padrão, pois:
- O ArcGIS, trabalha com a codificação padrão, ou seja, utilizando Windows em Portugal, uma shapefile criada com o ArcGIS vai ter codificação ISO-8859-1.
- O QGIS trabalha com UTF8 que é o padrão universal, isto quer dizer que uma shapefile criada com o QGIS vai ter como codificação UTF8. No entanto quando se adiciona uma camada vector no QGIS ele assume que a codificação de caracteres da camada é por defeito o sistema de codificação padrão, que poderá a ISO-8859-1.

Conclusão:
Quando se adiciona uma camada vector no QGIS deve saber-se a sua codificação (ou a sua origem) e ter-se o cuidado de definir correctamente a codificação de caracteres.